julho 07, 2007

Covardia


Em alguns momentos a vida me assusta, surge uma sensação de medo, fracasso, derrota e penso em desistir, mas algo GRITA dentro de mim, como se a vida cobrasse alguma reação contrária, a coragem renasce não deixando lugar para a covardia.

"Que a covardia não me amarre os braços,
não me trave a língua,
não me faça engolir os beijos que estão pousados em meus lábios.
Que a covardia não me vende os olhos,
não espalhe monstros,
não me sussurre medos.
Que a covardia não me descubra pequena e
frágil numa caixa de segredos.
Que a covardia não me pregue peças,
não me tire o nome,
não me mate de fome à beira da mesa posta.
Que a covardia não encrave as frases na garganta.
Que eu seja forte e alta,
que eu descubra asas e que ouse usá-las.
Que eu esqueça os fundos,
os absurdos, os desmundos e
faça de mim mesma a flor na água,
a prece clara, o céu limpo.
Que eu seja capaz de querer o infinito."

(Patricia Antoniete)

3 comentários:

Emilia disse...

Cada vez mais atravesso momentos desses q você descreve. Mas não os atribuo a covardia, não.Talvez sejam momentos de fraqueza, apenas.Que nos obrigam a reganhar balanço e enfrentar a vida com força redobrada.
Bjos, querida Esfinge e muita força!

J@de disse...

Dizem que a coragem não é ausência de medo, o medo tá lá, a gente é que tem algo que nos empurra a agir!!
A xará é muito boa mesmo!!
Beijos!!

Josse disse...

Adorei mesmo seu blog...e cá entre nós: Hoje estou em plena covardia.
Perdi o fio da meada...aonde será que perdi?
Bjs

O Que Sou:

Um misto de:
Fracasso e conquista,
Coragem e medo,
Brutalidade e fragilidade,
Vida e morte, mulher e bicho,
Sonhos e pesadelos.
Sou um fio de esperança.

"Um misto de fracasso e de conquista.
Um medo transmutado de coragem.
Tão frágil como a rosa que se avista.
Brutal no cinzentismo da paisagem.
Assim mulher e bicho me retrato.
Mesclando o pesadelo com o sonho.
E vivo de incertezas... e me mato.
Num fio de esperança que reponho."
(Jorge)

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