julho 11, 2007

Feridas


Nem sempre há remédio certo para nossas feridas, quando mais cuidamos, mais teimam em doer. Como se fossem grandes escaras, demoram a cicatrizar, às vezes é necessário coragem para cauterizar com ferro em brasa, mas mesmo assim, restará a marca de uma cicatriz.

"Mas o tempo sabe bem o que fazer
Deixar a chuva lavar pra escorrer daquela pele
todo o lodo e febre
Mas o tempo sabe bem como curar
A ferida que insiste em sangrar
Mas vai fechar

Mas o tempo soube bem o que fazer
Deixou a chuva lavar pra escorrer daquela pele
Todo o lodo e febre
Pois o tempo soube bem como curar
A ferida que nunca mais vai sangrar
Fechada está

E nesse dia então
O mundo pôde perceber
que foi tarde demais pra se arrepender "


(Trecho da Música -Recado do Tempo - Isabella Taviani)

2 comentários:

Mari disse...

Pura verdade Esfinge. Gostei da sensibilidade.

Bjs

Emilia disse...

Triste, mas é isso mesmo.Fica muita cicatriz mas temos de aprender a ver nessas marcas de sofrimento, traços de vida vivida, caminhos para o crescimento.
Lindos seus posts, de uma delicadeza e sensibilidade fora de série, alguns sofridos, profundos, outros poéticos, literários, apontamentos lúcidos de quem vive atenta à vida.Todos a não perder!

O Que Sou:

Um misto de:
Fracasso e conquista,
Coragem e medo,
Brutalidade e fragilidade,
Vida e morte, mulher e bicho,
Sonhos e pesadelos.
Sou um fio de esperança.

"Um misto de fracasso e de conquista.
Um medo transmutado de coragem.
Tão frágil como a rosa que se avista.
Brutal no cinzentismo da paisagem.
Assim mulher e bicho me retrato.
Mesclando o pesadelo com o sonho.
E vivo de incertezas... e me mato.
Num fio de esperança que reponho."
(Jorge)

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