outubro 30, 2007

Sem Mandamentos

Lendo o post da Jade de ontem, lembrei da minha época de "Peso Pesado", passei por altos e baixos também, fui me escondendo na adiposidade, até o momento que acordei para vida e me dei conta do que estava fazendo comigo. Meus problemas e frustrações não deixaram de existir. Muito ao contrário, arrumei mais um problema quando o marcador da balança chegou aos 76 quilos, passei uns dois anos me escondendo das pessoas, inventa todas as desculpas para não ir as festas/eventos que me convidavam, era uma fuga constante de tudo e de todos. Do que me valeu essa entrega absurda? Não valeu de nada.
Vivemos de algum modo nos escondendo dos problemas, na verdade é tão mais fácil encará-los de frente, porque o sabor da vitória é inigualável. (eliminar 16 quilos também)

Sem Mandamentos
(Composição: Oswaldo Montenegro )
Hoje eu quero a rua cheia de sorrisos francos
De rostos serenos, de palavras soltas
Eu quero a rua toda parecendo louca
Com gente gritando e se abraçando ao sol
Hoje eu quero ver a bola da criança livre
Quero ver os sonhos todos nas janelas
Quero ver vocês andando por aí
Hoje eu vou pedir desculpas pelo que eu não disse
Eu até desculpo o que você falou
Eu quero ver meu coração no seu sorriso
E no olho da tarde a primeira luz
Hoje eu quero que os boêmios gritem bem mais alto
Eu quero um carnaval no engarrafamento
E que dez mil estrelas vão riscando o céu
Buscando a sua casa no amanhecer
Hoje eu vou fazer barulho pela madrugada
Rasgar a noite escura como um lampião
Eu vou fazer seresta na sua calçada
Eu vou fazer misérias no seu coração
Hoje eu quero que os poetas dancem pela rua
Pra escrever a música sem pretensão
Eu quero que as buzinas toquem flauta-doce
E que triunfe a força da imaginação

3 comentários:

Edson Marques disse...

Teu texto é um Manifesto em defesa da Coragem!

Nunca deixe de encarar a Vida!


Abraços, flores, estrelas..

Tozé Franco disse...

Belíssimo texto.
Um abraço.

Menina do mar disse...

Que lindo! Que garra! Um beijo enorme!

O Que Sou:

Um misto de:
Fracasso e conquista,
Coragem e medo,
Brutalidade e fragilidade,
Vida e morte, mulher e bicho,
Sonhos e pesadelos.
Sou um fio de esperança.

"Um misto de fracasso e de conquista.
Um medo transmutado de coragem.
Tão frágil como a rosa que se avista.
Brutal no cinzentismo da paisagem.
Assim mulher e bicho me retrato.
Mesclando o pesadelo com o sonho.
E vivo de incertezas... e me mato.
Num fio de esperança que reponho."
(Jorge)

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