novembro 22, 2006

Opostos

Seres Humanos: uns ruins ...
outros maravilhosos
Primeiro agradeço minha querida Amiga Virtual de sentimento real Emilia, seu comentário no post anterior foi tão lindo, que venho publicar o poema que me apresentou. Ainda acredito que o mundo, seja sim, um bom lugar, há nele pessoas como a minha boneca Emilia .
Se a Luci(fer)amar tivesse conhecido uma pessoa como a Emilia, ao certo seria um pouco melhor.


Lágrima Negra
Encontrei uma preta
que estava a chorar
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

Olhai-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:

nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.
(António Gedeão)
"A cor da pele não reflete na sombra de um aperto de mão entre um homem branco e um preto."

4 comentários:

Emilia disse...

Oh que lindo o que Vc fez, minha amiga querida, não agradeça. Eu é que agradeço a oportunidade de divulgar a nossa poesia, e esta acho tão bonita e cheia de sentido. E foi bom Vc ter abordado o tema do racismo.É preciso alertar!
António Gedeão faria 100 anos no próximo dia 24.Seu nome verdadeiro era Rómulo de Carvalho, reputado professor de Física, como transparece de seus poemas.
Gostei muito que Vc tenha gostado.
Bjinho.

Arturo O.Bandini disse...

Linda poesia. Não entendo como alguém pode ser racista já que nascemos onde nascemos, da forma que nascemos. Ninguém escolhe. É uma imbecilidade mesmo...

LucioInferro_Adolfo disse...

Estamos solidários contigo.

NÂO AO RACISMO!

J@de disse...

Que lindo!!
Racismo é algo sem noção...

O Que Sou:

Um misto de:
Fracasso e conquista,
Coragem e medo,
Brutalidade e fragilidade,
Vida e morte, mulher e bicho,
Sonhos e pesadelos.
Sou um fio de esperança.

"Um misto de fracasso e de conquista.
Um medo transmutado de coragem.
Tão frágil como a rosa que se avista.
Brutal no cinzentismo da paisagem.
Assim mulher e bicho me retrato.
Mesclando o pesadelo com o sonho.
E vivo de incertezas... e me mato.
Num fio de esperança que reponho."
(Jorge)

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