abril 10, 2007

Se Não For Agora, Quando?


Tem hora de parar e tem hora de partir,
tem hora de permanecer quieto e calado num canto,
e tem hora de cantar e de voar.

Agora,
agora não é hora de dobrar as asas,
nem de calar a voz,
nem de catar gravetos para fazer o ninho.

Agora não é hora de sentir remorsos,
nem de buscar consolo, nem de caiar o túmulo.

Agora que estou na beirada,
bêbado de alegria e pronto para o salto,
não me segure em nome de nada.

Não queira impedir-me dizendo que é muito cedo,
ou que é muito tarde, ou que está escuro,
é perigoso, muito alto, muito fundo, muito longe...

Não!

E se você não puder incentivar-me para o salto;
se você não puder
empurrar-me em direção à Vida,
então não me segure,
não me prenda, nem me amarre.

Não envenene com teu medo a minha dança.

Seja só uma silenciosa testemunha desta vertigem.

Porque agora,
agora é hora de voar,
é hora de abrir-me a todas as possibilidades.

E saltar num vôo livre e sem destino
para dentro de mim mesmo.

(Edson Marques)


Cris Moreno aqui vai outro texto dele (meu favorito).

2 comentários:

Anônimo disse...

Obrigada. Lindo.
Cris Moreno

rodrigo disse...

Se eu não for por mim,
Quem será?
Se não for agora,
Será quando?

O Que Sou:

Um misto de:
Fracasso e conquista,
Coragem e medo,
Brutalidade e fragilidade,
Vida e morte, mulher e bicho,
Sonhos e pesadelos.
Sou um fio de esperança.

"Um misto de fracasso e de conquista.
Um medo transmutado de coragem.
Tão frágil como a rosa que se avista.
Brutal no cinzentismo da paisagem.
Assim mulher e bicho me retrato.
Mesclando o pesadelo com o sonho.
E vivo de incertezas... e me mato.
Num fio de esperança que reponho."
(Jorge)

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