abril 20, 2008

Indiferença

Hoje, voltas-me o rosto, se ao teu lado passo.
E eu, baixo os meus olhos se te avisto.
E assim fazemos, como se com isto,
pudéssemos varrer nosso passado.

Passo esquecido de te olhar, coitado!
Vais, coitada, esquecida de que existo.
Como se nunca me tivesses visto,
como se eu sempre não te houvesse amado.

Mas, se às vezes, sem querer nos entrevemos,
se quando passo, teu olhar me alcança,
se meus olhos te alcançam quando vais.

Ah! Só Deus sabe! Só nós dois sabemos.
Volta-nos sempre a pálida lembrança.
Daqueles tempos que não voltam mais!

(Guilherme de Almeida)

5 comentários:

Menina do mar disse...

«...como se eu sempre não te houvesse amado...».
Lindo, lindo , lindo...
beijos e boa semana;-)

Edson Marques disse...

Que soneto lindo!

Hoje eu falo do Pequeno Príncipe.

Abraços, flores, estrelas..

Hellen Rêgo disse...

Passei p desejar uma boa semana.
Gostei da foto nova lá no alto.
Bjos

vivi disse...

Soneto lindo mesmo...
Mas acho que os momentos vividos sempre voltam posto que estão dentro de nós e cabe a nós revive-los para encher nossos corações...
beijinhos, Flor!

aminhapele disse...

E que tal recordar Elis Regina?
Dê uma espreitadela ao SEGUNDO TIME,no PEDECABRA.
Um abraço.

O Que Sou:

Um misto de:
Fracasso e conquista,
Coragem e medo,
Brutalidade e fragilidade,
Vida e morte, mulher e bicho,
Sonhos e pesadelos.
Sou um fio de esperança.

"Um misto de fracasso e de conquista.
Um medo transmutado de coragem.
Tão frágil como a rosa que se avista.
Brutal no cinzentismo da paisagem.
Assim mulher e bicho me retrato.
Mesclando o pesadelo com o sonho.
E vivo de incertezas... e me mato.
Num fio de esperança que reponho."
(Jorge)

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