abril 25, 2008

Rascunhos

Parte deste post foi escrito no dia 02/04/2008 (o que esta em vermelho), deixei sem terminar, o título era outro. Tantas vezes faço um post e deixo como rascunho - 99% eu "deleto", tantos questionamentos, tantas tolices. Quantos rascunhos fazemos em nossas vidas? Não necessariamente num papel, num post, num e-mail. Às vezes rascunhamos fatos da nossa vida, na ilusão de que teremos tempo para "corrigir" seu conteúdo, esperamos o "momento certo" para passar a limpo. O post vai terminar assim, sem pé, sem cabeça. Só mesmo para deixar de ser rascunho. O título anterior era:

Erros
O que de fato aprendemos com nossos erros?
Será mesmo que o seguinte ditado é valido?
“Só erra quem faz?”
Sabemos arcar com a responsabilidade dos nossos erros?
Quantas interrogações.
Acho que se tivéssemos consciência de que iríamos errar nem daríamos o primeiro passo.
Pior que errar é não ousar, não arriscar.
Claro que muitas vezes nossos erros não se refletem unicamente em nós, tantas vezes ferimos a quem amamos, talvez não exista possibilidade de reparar o estrago, nos damos conta de que matamos, porém, morremos também.
Uma morte lenta, uma espécie de castigo, nem sei ao certo se é morte, talvez a melhor definição seja: VAGAMOS, como uma espécie de mendigo, indigente, sem referencial, sem norte, só a espera da morte.
Quem sabe a espera de PERDÃO.

5 comentários:

Jofre Alves disse...

Como diz um velho ditado popular: «Errar é humano, perdoar é divino». Gostei, como sempre, de passar por aqui. Boa semana.

Cris Moreno disse...

Eu fico num desespero que nem imaginas. Sofro, choro, vivo intensamente cada erro cometido. Depois, lá estou de novo, cometendo erros...sabes, acho que não aprendemos nada com os erros. Além da dor sentida. Porque mais adiante estamos vivendo intensamente e quem faz isso - vive intensamente - comete muitos erros...tudo pulsa! tudo é forte! tudo é plenitude! E dentro deste mundo soberbo da vida, conhecemos(acho que é termo correto), de tudo também...dores, perdão...choro...alegria...e assim vamos, conhecendo os sentimentos que guardamos dentro de nós e que um dia sai, por forças de circunstâncias da vida! Caramba, como eu erro! Vivo...vivo...vivo...

Beijos.

Fique boa logo.

Dama de Cinzas disse...

Eu sou fã do rascunho! Ultimamente tenho vários que vou ajeitando, ajeitando até virar um post! Raramente apago um rascunho, às vezes, ao final ele está bem diferente do que foi escrito no início... rs

Quanto a erros, acho que aprendemos muito com eles, mas só quando estamos atentos, com olhos para enxergar onde estamos falhando. Têm pessoas que passam uma vida errando no mesmo ponto sem conseguir sair dali, como um velho disco de vinil arranhado!

Acho, também, que precisamos passar pelas experiências para saber onde o calo aperta. Se a experiência dos outros valesse, os erros não se repetiriam pelas gerações.

É preciso ousar sempre, parar é morrer. É preciso experimentar, mesmo que as chances sejam mínimas. Mas experimentar com bom senso. Se é algo que ja fez e não deu certo, melhor não quebrar a cabeça no mesmo ponto!

Beijos

Tozé Franco disse...

Ora viva.
Estou a ver que por aí há rascunhas de elevada qualidade.
Ainda bem que não cometeu o erro de o apagar.
Eu erro muitas vezes, mas tenho aprendido muito à custa disso.
Um abraço.

aminhapele disse...

Cara amiga:
Os erros são passos saudáveis da nossa VIDA!
É preciso vivê-la e não atormentá-la com uma auto-análise permanente!
Não só aprendemos cometendo-os,como podemos ajudar os amigos nos erros que eles pensam que cometem e são mais graves que os nossos!
Toque a vida prá frente,com responsabilidade mas sem auto-tortura!
Um abraço.

O Que Sou:

Um misto de:
Fracasso e conquista,
Coragem e medo,
Brutalidade e fragilidade,
Vida e morte, mulher e bicho,
Sonhos e pesadelos.
Sou um fio de esperança.

"Um misto de fracasso e de conquista.
Um medo transmutado de coragem.
Tão frágil como a rosa que se avista.
Brutal no cinzentismo da paisagem.
Assim mulher e bicho me retrato.
Mesclando o pesadelo com o sonho.
E vivo de incertezas... e me mato.
Num fio de esperança que reponho."
(Jorge)

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