outubro 29, 2010

Entra




É preciso coragem para deixar de olhar a vida pela porta.
É necessário entrar, sentar e desejar conhecer.
Ter interesse em saber do outro, da suas alegrias e dos seus medos.
É preciso coragem para saber amar.

8 comentários:

Anônimo disse...

Há tempos não passo por aqui, é um relapso mórbido, a propósito bem típico de mim e tudo a ver com o post em si.
Não quero me alongar e fazer desse comentário maior que sua porta “Entra” porque afinal, não conseguiria passar por ela.
Apenas mais um trecho para o oceano das suas recordações: Fui apenas uma gota que passeou por esse grande mar e conheceu os sintomas da maresia.

Beijos Querida!

Aquela “Pessoa” de outrora!

Mari (pedra de alquimia) disse...

E que coragem hein Flor! Chega a ser um desafio...

Bj!

J@de disse...

É preciso mesmo muita coragem... disse tudo garota!!
Beijos!!

citadinokane disse...

Rô,
Faz tanto tempo que não sinto tua respiração...
Carrego comigo no estojo do óculos a poesia de Cecília Meireles e compartilho contigo:

"Cântigo VI

Tu tens um medo
Acabar
Não vês que acabas todo dia
Que morres no amor,
Na tristeza
Na dúvida
No desejo.

Que te renovas todo dia
No amor, na tristeza
Na dúvida
No desejo.

Que és sempre outro
Que és sempre o mesmo,
Que morrerás
Por idades imensas
Até não teres medo de morrer;

Então serás eterno."

citadinokane disse...

Beija-flor,
Oi!

Marisa Mattos disse...

Pois é...sem coragem não se chega a lugar nenhum...Beijos...estou te seguindo,ok?

Jorge disse...

deixa a roupa na entrada
desta porta que te abro
e vem nua, sem reparo
pela senda imaculada.

não repares no vazio
das paredes despojadas
nem folhas destroçadas
onde em letras te recrio

entra e dir-te-ei porque me rio
porque choro, porque envolvo
porque te abraço como um polvo
e me aconchego sem ter frio.

entra e faz-te minha sendo tua
essa vontade de ser gente
e marca em mim a transigente
alegoria pictórica da lua.

Emília disse...

Querida, vim até aqui. E foi neste post que te/ me reencontrei.
Beijo enorme
Emília (Mãe)

O Que Sou:

Um misto de:
Fracasso e conquista,
Coragem e medo,
Brutalidade e fragilidade,
Vida e morte, mulher e bicho,
Sonhos e pesadelos.
Sou um fio de esperança.

"Um misto de fracasso e de conquista.
Um medo transmutado de coragem.
Tão frágil como a rosa que se avista.
Brutal no cinzentismo da paisagem.
Assim mulher e bicho me retrato.
Mesclando o pesadelo com o sonho.
E vivo de incertezas... e me mato.
Num fio de esperança que reponho."
(Jorge)

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