dezembro 30, 2006

Quando estou só reconheço

Quando estou só reconheço
Se por momentos me esqueço
Que existo entre outros que são
Como eu sós, salvo que estão
Alheados desde o começo.
E se sinto quanto estou verdadeiramente só,
Sinto-me livre mas triste.
Vou livre para onde vou,
Mas onde vou nada existe.
Creio contudo que a vida
Devidamente entendida é toda assim, toda assim.
Por isso passo por mim como por cousa esquecida.
(Fernado Pessoa)

3 comentários:

jorge disse...

fantástico. também gosto muito de fernando pessoa, esfinge.

um beijo grande e que 2007 seja para ti um ano de grandes realizações pessoais.

Sofia disse...

Felicidades e um excelente 2007!
Abraços,

Emilia disse...

Hi, eu amo Fernando Pessoa, mas não gosto se você pega poema triste e se identifica com ele :(

O Que Sou:

Um misto de:
Fracasso e conquista,
Coragem e medo,
Brutalidade e fragilidade,
Vida e morte, mulher e bicho,
Sonhos e pesadelos.
Sou um fio de esperança.

"Um misto de fracasso e de conquista.
Um medo transmutado de coragem.
Tão frágil como a rosa que se avista.
Brutal no cinzentismo da paisagem.
Assim mulher e bicho me retrato.
Mesclando o pesadelo com o sonho.
E vivo de incertezas... e me mato.
Num fio de esperança que reponho."
(Jorge)

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