fevereiro 16, 2007

A Louca

Le souffleur (hommage à Louca), 2001


A Dias Paredes

Quando ela passa: - a veste desgrenhada,
O cabelo revolto em desalinho,
No seu olhar feroz eu adivinho
O mistério da dor que a traz penada.

Moça, tão moça e já desventurada;
Da desdita ferida pelo espinho,
Vai morta em vida assim pelo caminho,
No sudário de mágoa sepultada.

Eu sei a sua história. - Em seu passado
Houve um drama d’amor misterioso
- O segredo d’um peito torturado -

E hoje, para guardar a mágoa oculta,
Canta, soluça - coração saudoso,
Chora, gargalha, a desgraçada estulta.


(Augusto dos Anjos)
Me vejo em parte deste poema, "O cabelo revolto em desalinho"

3 comentários:

Emilia disse...

Minha filha, dá um pulinho no cabeleireiro, nada de mais fácil solução. Fica no trabalho o tempo todo e depois diz que o cabelo está 'de louca'!

Segredos da Esfinge disse...

Emilia,
Agora ele já está devidamente tingido.
Mas adoro meus cachos.
Beijinhos

J@de disse...

É lindo o poema!! Mas eu nunca que vou querer meu "cabelo revolto" hehehehe!!
Beijos!!

O Que Sou:

Um misto de:
Fracasso e conquista,
Coragem e medo,
Brutalidade e fragilidade,
Vida e morte, mulher e bicho,
Sonhos e pesadelos.
Sou um fio de esperança.

"Um misto de fracasso e de conquista.
Um medo transmutado de coragem.
Tão frágil como a rosa que se avista.
Brutal no cinzentismo da paisagem.
Assim mulher e bicho me retrato.
Mesclando o pesadelo com o sonho.
E vivo de incertezas... e me mato.
Num fio de esperança que reponho."
(Jorge)

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