maio 02, 2008

Escuta...

"Pensar na pessoa que se ama, é como querer ficar à beira d´água esperando o riacho, alguma hora, pousoso esbarre de correr."

Riobaldo, personagem de G. Rosa, no "Grande Sertão: Veredas".

Garimpeira da beleza
Te achei na beira de você me achar
Me agarra na cintura, me segura e jura que não vai soltar
E vem me bebendo toda, me deixando tonta de tanto prazer
Navegando nos meios seios, mar partindo ao meio
Não vou esquecer

Eu que não sei quase nada do mar
Descobri que não sei nada de mim

Clara, noite rara, nos levando além
da arrebentação
Já não tenho medo de saber quem somos
na escuridão

Me agarrei nos seus cabelos
Sua boca quente pra não me afogar
Tua língua correnteza lambe minhas pernas
Como faz o mar
E vem me bebendo toda, me deixando tonta de tanto prazer
Navegando nos meus seios, mar partindo ao meio
Não vou esquecer

Eu que não sei quase nada do mar
Descobri que não sei nada de mim

(Composição: Ana Carolina e Jorge Vercilo)

5 comentários:

Malvada disse...

Linda essa gravação!

Vc sabe que a Bethânia ligou para a Ana Carolina, uma mineira sem relação com o mar e pediu uma música que falasse de mar! Ela ficou desesperada, chamou o Vercilo, e saiu essa linda música, que na voz da maravilhosa Bethânia ficou tudo!

Beijos

blog do dudu santos disse...

Adoro Maria!! que cantora sublime!!Quero que escolha uma musica dela e acrescente no meu blog, vou deixar escolher, alguma coisa que queira transmitir, alguma coisa que te emocione( aliás bom o texto do Q emocional), que queira realmente passar para teu amigo....é um desafio
bjos

Verbo Amar disse...

Eu que não sei nada de mim
Descobri que também nada sei do mar.

Ainda bem que existe o mar e o Amar!

Bjs

Hellen Rêgo disse...

Pensar na pessoa que se ama � uma das maneiras mais gostosas de matar saudades. Por�m, � ao mesmo tempo a maneira mais f�cil de aumentar ainda mais a saudade.
Bjinhos
Vc melhorou menina?

Hellen Rêgo disse...

Q bom q vc ta melhor. Estava torcendo por isso.
bjao

O Que Sou:

Um misto de:
Fracasso e conquista,
Coragem e medo,
Brutalidade e fragilidade,
Vida e morte, mulher e bicho,
Sonhos e pesadelos.
Sou um fio de esperança.

"Um misto de fracasso e de conquista.
Um medo transmutado de coragem.
Tão frágil como a rosa que se avista.
Brutal no cinzentismo da paisagem.
Assim mulher e bicho me retrato.
Mesclando o pesadelo com o sonho.
E vivo de incertezas... e me mato.
Num fio de esperança que reponho."
(Jorge)

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