maio 20, 2008

Semente

Necessidade de olhar para dentro de mim, ver o que sobrou da tempestade interior que a dor causou.
Olhar sem medo, olhar de frente e avaliar os estragos, fazer uma apuração do que ainda pode ser recuperado.
Ter coragem de jogar fora o que não tem conserto, acreditar que é melhor o desapego.
Aproveitar as ruínas para construir base nova, revirar essa "terra" tão estranha chamada coração.
Arrancar cercas e estacas, jogar fora o arame farpado, deixar espaço livre, sem demarcações. Deixar que a "terra" descanse, não permitir novas queimadas, tudo com muita calma, quase um processo de revitalização.
Quem sabe um dia, brote semente nova e renasça enfim algo de bom.

Um comentário:

mari disse...

Apesar de bastante atarefada, passo para deixar o meu abraço, mesmo que atrasado, para voce Florzinha, pois ontem foi o Dia do Abraço. Aliás, para mim todo dia é dia de abraço, assim como é dia de índio, rsrsrs...

Bjs amiga e tenha uma ótima noite.

O Que Sou:

Um misto de:
Fracasso e conquista,
Coragem e medo,
Brutalidade e fragilidade,
Vida e morte, mulher e bicho,
Sonhos e pesadelos.
Sou um fio de esperança.

"Um misto de fracasso e de conquista.
Um medo transmutado de coragem.
Tão frágil como a rosa que se avista.
Brutal no cinzentismo da paisagem.
Assim mulher e bicho me retrato.
Mesclando o pesadelo com o sonho.
E vivo de incertezas... e me mato.
Num fio de esperança que reponho."
(Jorge)

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