outubro 05, 2008

Turma do Sofá - 3

Acho que Johny Garden não vai apreciar muito minhas indicações. Nenhum com final feliz, muito ao contrário. Mesmo assim fica aqui para quem não viu ainda.


Sinopse:
O esforçado minerador Daniel Plainview (Daniel Day-Lewis) tenta sobreviver do raro ouro e prata que encontra nas terras da Califórnia, no final do século XIX. Sua vida começa a mudar quando encontra um produto mais comum e valioso, o petróleo. Com seu trabalho duro e facilidade para encontrar o lugar certo para explorar, Daniel se torna um promissor empresário do ramo. Com esta fama, chega a ele o jovem Paul Sunday, que afirma saber onde ele pode encontrar muito petróleo jorrando da terra.
Daniel segue os conselhos e vai com seu filho H.W. para o local indicado. Lá, decide comprar as terras dos fazendeiros da região, prometendo o progresso. A possibilidade de ganhos com aquele petróleo logo se torna real, e o empresário sente sua vida profissional em constante ascensão. Porém, a vida pessoal de Daniel parece ter o caminho inverso. Ateu, o homem logo começa a ter desavenças com o pastor Eli, irmão de Paul. Além disso, uma série de problemas começa a atormentá-lo. Com o filho doente, e já refém do alcoolismo, Daniel se vê dono de um império maior a cada dia.
Quinto filme do diretor Paul Thomas Anderson, de Magnólia, Sangue Negro é considerado por muitos uma obra-prima comparável à Cidadão Kane. Com roteiro do próprio Anderson, o longa é baseado no romance Oil, de Upton Sinclair, que fala sobre a explosão petrolífera no oeste americano da virada do século. A trilha sonora é assinada por Jonny Greenwood, guitarrista do Radiohead. O filme recebeu oito indicações ao Oscar 2008.

*** FILMES - P.S. Eu Te Amo

Sinopse:
Holly Kennedy (Hillary Swank) é uma jovem bonita, feliz e realizada. Casou-se com o homem de sua vida, o divertido e apaixonado Gerry (Gerard Butler). Mas este é acometido por uma doença grave e morre, deixando Holly em estado de choque. Mas Gerry, antes de falecer, deixou para a esposa uma série de cartas. Mensagens que surgem de forma surpreendente, sempre assinadas da mesma forma: "P.S. I Love You". A mãe de Holly (Kathy Bates) e as melhores amigas dela, Sharon (Gina Gershom) e Denise (Lisa Kundrow), estão preocupadas porque as cartas mantêm a jovem presa ao passado. Mas o fato é que as mensagens estão ajudando a aliviar sua dor e a guiá-la a uma nova vida cheia de descobertas.


Sinopse:
“Painted veil”, no título original, é uma adaptação do romance de W. Somerset Maugham, que foi transportado para a tela com atuações viscerais e cenários de cair o queixo, resultando num drama romântico impecável.
O interior da China serve como cenário para boa parte do longa-metragem. Estamos nos anos 1920. A trama começa quando Kitty (Watts), uma jovem mimada da burguesia inglesa, vê sua irmã mais nova se casar e percebe que está “ficando para titia”. O constrangimento só piora diante da pressão de sua mãe para que ela arranje um marido, e rápido.
Nesse contexto, aparece Walter (Norton), um tímido bacteriologista amigo da família que a pede em casamento. Feita no momento certo, a proposta é aceita. Assim, Kitty segue com o doutor para a distante Xangai, onde ele comanda uma clínica.
Além de protagonizar a trama, Naomi Watts é produtora do filme. Passados os primeiros e arrastados minutos, a história flui com naturalidade, e até esquecemos que são mais de duas horas de duração. A direção de Curran é correta, e a fotografia, caprichada, mas o mérito é todo de Norton e Watts, que dão conta da complexidade de seus personagens com brilho raro.


Sinopse:
Elegante, visualmente belo e com uma aura instigadora maravilhosa, a parte técnica de “Atos que Desafiam a Morte” nos ilude perfeitamente. Além disso, a diretora sensível Gillian Armstrong vai construindo um clima de beleza e mistério envolvente, mas como acontece com seus personagens, que são iludidos pelos elementos apresentados pelo destino e os truques do mesmo, nós espectádores nos sentimos um pouco traídos ao chegar ao fim do filme, ao percebermos que tudo que vimos até ali não foi o prometido. Apesar de competente e possuir admiráveis elementos em sua narrativa, é realmente entristecedor que o filme dela nunca realmente decola, e apesar de um fim poético e significativo, te deixando sentindo como se toda a jornada pudesse ter sido bem melhor desenvolvida, em questões de clímaxes e surpresas, em especial. O filme em sí, porém, é um exercício admirável em estilo e sentimento.
Construindo bem seus personagens, o longa permeia sua narrativa pelos encontros e desencontros entre mãe e filha (Zeta-Jones e Ronan) e o idolatrado Houdini (Pearce). O filme trata muito sobre a imprevisibilidade do destino e as escolhas que fazemos, que podem se tornar verdadeiros atos mortais, encontrando analogia nos truques famosos de Houdini (que por sinal são explorados friamente pelo roteiro). A satisfação é encontrada na overdose de sentimentos sempre sutis do trio central. O elenco consegue bolar boa química e se saem muito bem sucedido ao conseguir segurar nossa atenção e nos levermos até o fim de seus personagens, algo essêncial. Mas como já dito, a estética também oferece um papel fundamental. Seja a fotografia luminosa belíssima ou a direção de arte em vezes grandiosa em outras meticulosa, satisfação sempre pode ser encontrada nos aspectos técnicos. A viagem em sí torna-se mais gratificante.
Mas não se deixe ser de todo iludido pelo apresentado em tela. Ao menos a direção não é maniqueísta e os sentimentos não soam falsos. É o que me venceu no filme, o sentimento. Certos momentos parecem estar em total inércia, mas ainda assim rola um ar mágico de sentimento alí. E você sente que Armstrong realmente se dedicou ao contar essa história de paixão. O filme ainda possui cenas bem dirigidas, como o clímax contendo a revelação da personagem de Benji, que apesar de não ser surpreendente, garante uma sequência bem finalizada, principalmente em termos técnicos. O problema de tudo mesmo é que o filme não te marca ao fim a ponto de permanecer em sua memória. O vi faz mais de um mês e tenho problemas em me recordar completamente do que assisti. Minhas notas ajudaram. Armstrong tinha um trabalho em mãos que oferecia sentimento e mistério de sobra, faltou aquele desfecho pungente que deixasse tudo fresco na cabeça.

6 comentários:

Johnny Garden disse...

Esfinge, prometo que qualquer dia vou a locadora pegar um dos filmes sugeridos por você. Mas se eu não gostar vou reclamar, hein!! Brincadeira.
Mudando de assunto, bonitinha essa música "Love You Till the End". Quem canta? É essa letra P mesmo?

Abração.

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Vc mexe com cinema, era isso o que eu fazia no meu Blog. Lembra-se de que lá esteve, dando-me força para não sair. Infelizmente, amigo, venho aqui despedir-me. Estou com tantos problemas para resolver que nem sei por onde começar. Mas o Blog ainda é meu e mantive o meu perfil. Fiz uma postagem de despedida. Se quiser despedir-se de mim, apareça.
Um abraço,
Renata Cordeiro

Codinome Beija-Flor disse...

Johnny,
Quem canta é a banda "The Pogues", a música é tema do filme "PS. Eu te amo".
Como "quase" tudo na vida (e no direito) "nada se cria tudo se copia", eu vou no embalo (a trabução é bem parecida com a realidade...
Ih! é melhor ficar quietinha, quietinha.
Mas vou esperar seus comentários sobre os filmes.
Abraços

Tradução:
Eu Te Amo Até O Fim

Eu só quero ver você
Quando você estiver sozinho
Gostaria apenas de ter você se eu puder
Eu só quero estar lá
Quando a luz da manhã explode
No seu rosto, que se irradia
Eu não posso escapar
Eu te amo até o fim

Quero apenas dizer-lhe nada
Do que você não quer ouvir
Tudo o que eu quero, é para você dizer
Por que você não me leva
Para onde eu nunca estive antes
Eu sei que você quer me ouvir
Prender meu fôlego
Eu te amo até o fim

Só quero estar lá
Quando estivermos presos na chuva
Eu só quero ver você rir, não chorar
Eu só quero te sentir
Quando a noite colocar seu disfarce
Estou sem palavras, não me diga
Porque é tudo o que consigo dizer
Eu te amo até o fim


Renata,
Resposta pra vc no seu blog.
Bj

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Não vou sair não, querido, é que estou vivendo à beira do insuportável e não posso mais fazer aqueles posts enormes nem tampouco as resenhas de filmes. Por enquanto, vou fazendo estes posts com traduções de poemas relacionadas a filmes. Do filme já tinha feito a resenha e traduzido o poema, não tive trabalho algum. Mas há o filme Vênus, por exemplo em que Peter O´Toole declama o Soneto 18 de Shakespeare à "Vênus" dele. Pretendo fazer essa publicação mais adiante, pois ainda estou sob choque.
Muito obrigada pelas palavras encorajadoras e apareça sempre.
Um beijo,
Renata

Rubi disse...

Vi recentemente o P.S I love you, e gostei muito. Um abraco

Nuno de Sousa disse...

Obrigado pela sua visita e pelas palavras, afinal se é irmã da minha amiga Joana só pode ser boa pessoa :-)
Falando do post sou um grande apaixonado por cinema filme e tens aqui algums filme mto bons outros q ainda não vi mas ficou o bichinho para ver :-)
parabéns pelo blog, está mto bom.
Cumprimentos amigos,
Nuno

O Que Sou:

Um misto de:
Fracasso e conquista,
Coragem e medo,
Brutalidade e fragilidade,
Vida e morte, mulher e bicho,
Sonhos e pesadelos.
Sou um fio de esperança.

"Um misto de fracasso e de conquista.
Um medo transmutado de coragem.
Tão frágil como a rosa que se avista.
Brutal no cinzentismo da paisagem.
Assim mulher e bicho me retrato.
Mesclando o pesadelo com o sonho.
E vivo de incertezas... e me mato.
Num fio de esperança que reponho."
(Jorge)

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