maio 24, 2007

Quando eu vier

Como posso chamar de "comentário" algo tão especial? Não é comentário é POESIA. Compartilho com vocês o que foi deixado pelo amigo Jorge .

Quando eu vier (quando eu te vir)
Hão-de se abrir para eu entrar todas as portas
Hão-de ranger sob os meus pés as sombras mortas
E o teu quarto de luar se há-de cobrir.

Quando eu chegar
O sonho do teu sonho há-de quebrar-se
E na onda do teu corpo levantar-se
Um temporal que a noite há-de amainar.

Quando eu estiver
Numa orgia de prazer hei-de furtar-te
Ao amor, à poesia, a toda a arte
Que a paixão é tudo isso que requer.

Quando eu partir
Dos meus olhos restará só a coragem
Mas em ti terá ficado a tatuagem
De um pássaro de fogo a refulgir.
(Jorge )

5 comentários:

menina disse...

Olhe, eu não sou a menina do mar, mas que maravilha, viu?
"Abrir todas as portas" - temos tantas portas, somos uma grande casa, com muitos compartimentos.
Espantar os mortos. Fora o passado!
E por aí vai, nessa orgia do amor.
Parabéns ao poeta. Este sim, pode-se dizer que é um poeta! E dos bons!
Abraço!

Edson Marques disse...

Belíssimo poema!


Impressionante...


Abraços, flores, estrelas.

simaocireneu disse...

Poesia da boa essa do Jorge! Amplexos do Cireneu!

Osc@r Luiz disse...

Esfinge que filtra o melhor da poesia...
Beijos!
Saudades!

Segredos da Esfinge disse...

Menina,
Meu amigo Jorge é mesmo POETA de muito talento. Cada comentário que deixa é sempre encantador.
Beijinho

Edson,
Belíssimo mesmo, merece sem dúvida nossos aplausos.
Beijo

Cireneu,
Eu concordo plenamente com você.
Beijinho

Oscar,
Nem sei se merecia algo tão lindo, mas eu adorei.
Bjo

O Que Sou:

Um misto de:
Fracasso e conquista,
Coragem e medo,
Brutalidade e fragilidade,
Vida e morte, mulher e bicho,
Sonhos e pesadelos.
Sou um fio de esperança.

"Um misto de fracasso e de conquista.
Um medo transmutado de coragem.
Tão frágil como a rosa que se avista.
Brutal no cinzentismo da paisagem.
Assim mulher e bicho me retrato.
Mesclando o pesadelo com o sonho.
E vivo de incertezas... e me mato.
Num fio de esperança que reponho."
(Jorge)

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