março 30, 2009

Figurativo ou Abstrato


Furtei a idéia do Dudu, depois de ler esse post aqui.
O que vou deixar aqui é exatamente o comentário que deixe lá..
Dudu fala da arte e do amor, coisas que estão literalmente ligadas, não há amor sem arte, nem arte sem amor.

Ao amor não cabe fórmulas ou formas.
Não há limites, não há como dizer se é figurativo ou abstrato.
Amor é sentimento sem explicação exata, a gente ama e pronto.
Não há como mensurar ou quantificar o amor (ou há?).
Acredito que não, a gente ama pelo prazer de amar.
Imagine a gente dizendo: "Te amo dois quilos e quatrocentos gramas" - ou - "Te amo quatro metros e doze centímetros".
Amor tem que ser livre, como é livre a sua arte Dudu. Que não se limita ao enquadramento das mulduras.
Eu (digo por mim) quando olho sua arte Dudu.
Tenho noção da dimensão que ela tem, mas não procuro o começo e nem o fim.
Eu mergulho nas cores e me deixo levar pela imaginação, não procuro entender o que sentiu quando criou sua arte, eu procuro sentir o modo que ela me toca.
Do mesmo modo tenho feito em relação ao amor, passei da época que me importava o que o "outro" sentia por mim, só me importo agora o que eu sinto pelo "outro", se esse "outro" puder vir ao encontro ao amor que sinto: "ótimo", mas se não existir o encontro, já valeu só pelo fato se sentir amor, pois o amor para dar certo precisa ser verdadeiramente sentido dentro da gente.

4 comentários:

paula barros disse...

Muito bonito o seu comentário que tornou-se um texto reflexivo.

Ainda não amadureci o suficiente para lidar com o amor assim. Parabéns a você, por amar assim, por escrever tão bem, pela sensibilidade diante da arte, do amor, da vida.

beijo

poetaeusou . . . disse...

*
jean rostand,
concorda contigo . . .
,
Aqueles que falam das alegrias do amor, por certo, nunca amaram. Amar um ser é senti-lo necessário, portanto, sentirmo-nos nós próprios numa incessante precariedade,
,
in-jean rostand
,
amorosas conchinhas, deixo,
,
*

Um Piá do Sul disse...

Olá Beija Flor:
Nem havia prestado atenção direito no título “Figurativo ou Abstrato”, li o texto e patinei em alguns pontos das suas considerações sobre o tema. Não me fiz de rogado e fui em busca de mais detalhes sobre o que você escreveu. Claro, você traduziu melhor com todo o carinho especialmente para mim. Perdoe-me se te fiz sentir uma professorinha do primário ensinado o Beabá prum aluno desatento.
Como sempre digo, às vezes acho que você escreve dum jeito muito particular. São os dons da vida que alguns possuem: O dom de escrever, ver, amar. Mas assim, de uma forma toda especial, somente sua. Aprendo com isso e não me importo em dizer que a maioria das pessoas são muito convencionais (eu me incluo nesta lista) então nunca serei como você, mas consigo captar um pouco, nem que seja só o rudimento.

Beijos, Abraço Forte e Boa Semana!

Menina do mar disse...

Abandonaste-me?

O Que Sou:

Um misto de:
Fracasso e conquista,
Coragem e medo,
Brutalidade e fragilidade,
Vida e morte, mulher e bicho,
Sonhos e pesadelos.
Sou um fio de esperança.

"Um misto de fracasso e de conquista.
Um medo transmutado de coragem.
Tão frágil como a rosa que se avista.
Brutal no cinzentismo da paisagem.
Assim mulher e bicho me retrato.
Mesclando o pesadelo com o sonho.
E vivo de incertezas... e me mato.
Num fio de esperança que reponho."
(Jorge)

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