março 15, 2009

Os Golpes da Vida


A vida vem de punho cerrado e golpeia de todos os lados.
De direita, de esquerda, toma mais um cruzado.
A vida tenta tirar de dentro do peito: o ódio, a irá, a raiva, quer o pior.
Lamento em dizer que bate na pessoa errada.
Chega de golpes baixos, pois de mim não tira nada.
Não há mais em mim ódio ou raiva.
Agora quem tira algo sou eu, cada golpe uma lição.
Tiro de cada porrada a agilidade que me faz levantar cada vez que me bota no chão.
A lona não é meu lugar, quantas vezes me deitar sobre ela, num salto eu levanto.
Porque cada tombo me dá novo impulso e cada impulso me faz saltar mais alto.
Venha com seus punhos fortes, golpeia, verga, derruba.
Porém, nem mesmo assim me quebra.
Você tem a força, eu tenho a teimosia, a paciência.
Bate, bate forte, um dia você cansa.
E, mesmo que me deixe deformada, mesmo de cara amassada, completamente quebrada.
Vou olhar em seus olhos e dizer: "De mim não tira o pior de nada".
Se mesmo assim, teimar em me bater, vou continuar lutando e aos gritos vou dizer: "Aqui só há amor, de ruim, não sobrou nada."

9 comentários:

Sonia Schmorantz disse...

Aqui só há amor, de ruim não sobrou nada...
Maravilhoso isso menina!
beijo e linda semana

aminhapele disse...

A vida,minha amiga,transforma-nos em masoquistas.
Quanto mais nos dá porrada,mais gostamos dela.
Entenda,por favor,as minhas palavras sem segundos sentidos.
Força e um abraço.

Tatiana disse...

"Se mesmo assim, teimar em me bater, vou continuar lutando e aos gritos vou dizer: "Aqui só há amor, de ruim, não sobrou nada." "

Que assim seja...sempre!

Beijos

Mariana Silveira disse...

'Se mesmo assim, teimar em me bater, vou continuar lutando e aos gritos vou dizer: "Aqui só há amor, de ruim, não sobrou nada." '


Fantástico.

Um abraço.

Mariana Silveira disse...

Verdade...
Tenho que correr enquanto ainda tenho fôlego.

Obrigada pela visita.
Abraço.

Um Piá do Sul disse...

Alguns posts que você cria, me deixa indeciso. É algo direcionado ou genérico? Mas qualquer que seja a intenção, devo refletir suas palavras – aliás sempre bem colocadas – por que tudo o que fazemos tem que ser imaginando que haverá um retorno. No caso em questão, a flecha lançada por este ser imaginário ou verídico, não terá mais volta.
Isto pela lei da física. Ela não voltará. Mas por outra lei, ela se transformará num bumerangue e estará de volta no aconchego do seu atirador. A intensidade do impacto poderá ser forte ou fraca conforme a capacidade de discernimento que o “Robin Hood” teve no momento do saque.

Um grande beijo!

Uma aprendiz disse...

Hummm! Lindo.

Concordo com Um Piá do Sul. kkkkkkkk

Espero que tenha atingido o alvo.

Mas, falando no genérico, quem derá que cada um de nós conseguisse chegar a esse objetivo: AMAR.
Costumo lembrar e analisar as atitudes de Jesus quando andou pela terra. Estou distante disso.
Infelizmente.

Uma linda semana pra ti
e que cada dia
lhe prepare uma flor diferente
pra ser visitada por essa
beija-flor carinhosa
que és

paula barros disse...

Você uma lutadora, e sempre soube disso. Uma escritora que me fascina também.

Hoje mas do que nunca você mostra essas duas forças juntas. E vence, vence a você mesma, e eu grito torcendo por você. E aprendendo cada dia mais.

A sua força interior ninguém derruba, só você mesma. E se prestar atenção, ela também luta para não ser vencida.

abraços.

Luz dos olhos... disse...

Flor....amada minha...
Mesmo que alguém tentasse, a duras penas tirar o pior de você, de nada valeria. Não há o pior em você, minha amada! Simplesmente não há!
Em você o melhor aflorou em toda sua magnitude.
Em você o melhor resplandece! E quem não vê, é porque a luz, pode cegar!
Eu te amo.

O Que Sou:

Um misto de:
Fracasso e conquista,
Coragem e medo,
Brutalidade e fragilidade,
Vida e morte, mulher e bicho,
Sonhos e pesadelos.
Sou um fio de esperança.

"Um misto de fracasso e de conquista.
Um medo transmutado de coragem.
Tão frágil como a rosa que se avista.
Brutal no cinzentismo da paisagem.
Assim mulher e bicho me retrato.
Mesclando o pesadelo com o sonho.
E vivo de incertezas... e me mato.
Num fio de esperança que reponho."
(Jorge)

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